Jade Romero

Conclusão II – Degradação Ambiental e Saúde

Posted on: 7 de maio de 2010

Continuando (Degradação Ambiental e Saúde: o caso do município de Irauçuba).   A discussão é sobre participação.

O processo de desertificação apresenta-se como o resultado da suscetibilidade das áreas semiáridas à degradação ambiental aliado ao não planejado processo de crescimento econômico, que ocorre por meio de intervenções bruscas do homem sobre a natureza.

Quando nos voltamos para os municípios de pequeno porte, observamos empiricamente, o mesmo padrão de consumo que temos nas grandes cidades, ou seja, há a ordem de produzir, acumular e expandir, seja em um negócio, sejam nas finanças domésticas.

Esse padrão de consumo, aliado a pouca informação útil que é conferida à população tem sido capaz de gerar inúmeros efeitos “invisíveis” para os cidadãos, que muitas vezes deixam-se permear por pactos de pouca ou nenhuma participação junto às instâncias públicas e privadas de poder. O que se põe como fator determinante para a manutenção dos indicadores de pobreza e educação observados no estado do Ceará de uma maneira geral.

Ou seja, quando há pouca participação da população nas decisões estratégicas de um município, por exemplo, o atendimento imediato dos desejos e necessidades de uma população é capaz de suprimir uma demanda destes pelo exercício da democracia, no se que refere à participação, igualdade e, ainda mais, no controle público.

Essa tendência de não organização da população em prol das causas que lhes impactam, foi observada no município de Irauçuba. Por meio de uma busca informal de informações constatou-se que no Município não há nenhuma entidade não governamental ou movimento semelhante da sociedade, no que diz respeito a sua intervenção nas políticas públicas.

A priori não se pode afirmar que a não participação da sociedade nas políticas de Irauçuba se dá de maneira concreta, ou ainda menos, que este se soma aos fatores decisivos no cenário de vulnerabilidade da população aos impactos ambientais. Mas é possível inferir que a participação no controle da Gestão Pública e na reivindicação de ações que mitiguem a degradação ambiental e seus efeitos podem ser estratégicos para o empoderamento e conscientização da população e implementação de políticas que atendam a estes problemas.

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